Fonte: Control Risks Group Holdings Ltd |

Novos intervenientes para equilibrar o campo de batalha do investimento na África em 2020

Os parceiros de desenvolvimento tradicionais na África – a UE, a China e os EUA – já enfrentam a concorrência crescente com novos intervenientes, tais como a Rússia, os Estados do Golfo e a Turquia

A narrativa padrão da rivalidade entre os EUA e a China na África sempre pareceu uma simplificação excessiva, mas já está desatualizada neste momento

LONDRES, Reino Unido, 9 de dezembro 2019/APO Group/ --

Em 2020, num momento em que as tendências a nível global encontram-se mais definidas contra os interesses das empresas internacionais do que alguma vez se encontraram ao longo de muitos anos, os mercados africanos irão tornar-se cada vez mais atrativos. Uma geopolítica dividida num ano de eleições nos EUA, uma onda crescente de ativismo global e um novo nível de guerra cibernética encontram-se no Top 5 Riscos para os Negócios em 2020, que foi publicado hoje pela Control Risks (ControlRisks.com), a empresa de consultoria especializada nos riscos globais.

Como o CEO da Control Risks, Nick Allan, salienta que “o populismo, o ativismo, o protecionismo, as sanções e as perturbações políticas constituem o cenário no qual as empresas tentam construir os mercados e as cadeias de fornecimento globais. Em 2019 não foi fácil e, no próximo ano, vai ser ainda mais difícil”.

Enquanto este cenário motiva as empresas a repensar as suas estratégias globais e a sua pegada, os parceiros de desenvolvimento tradicionais na África – a UE, a China e os EUA – já enfrentam a concorrência crescente com novos intervenientes, tais como a Rússia, os Estados do Golfo e a Turquia. Uma maior integração regional através a Área de Comércio Livre da África Continental e blocos regionais, tais como a Comunidade Africana Oriental, é um contrabalanço bem-vindo ao crescente nacionalismo económico no resto do mundo. Estão a abrir-se oportunidades para os governos africanos e para os investidores estrangeiros capazes de navegar um cenário cada vez mais complexo e competitivo.

“A narrativa padrão da rivalidade entre os EUA e a China na África sempre pareceu uma simplificação excessiva, mas já está desatualizada neste momento. O compromisso da China com África está sofrendo uma mudança fundamental, os EUA está tentando acompanhar o passo e os restantes países estão tentando aumentar a sua influência num cenário cada vez mais multipolar,” explica Barnaby Fletcher, Diretor Associado na Control Risks. “Os objetivos geopolíticos estão sendo apoiados por uma enchente de financiamento do desenvolvimento, que cria tantas oportunidades como competição para os intervenientes do sector privado,” acrescenta Fletcher.

O Top 5 Riscos para os Negócios em 2020 a nível global

O Top 5 Riscos forma parte do relatório anual RiskMap da Control Risks, uma previsão dos riscos globais para líderes empresariais e responsáveis pela elaboração de políticas do todo o mundo, que será publicada hoje.

  1. Geopolítica e a campanha dos EUA

Em 2020, a campanha eleitoral dos EUA terá um impacto palpável a nível geopolítico. O drama da campanha, conjugado com a interrupção do processo de destituição, irá repercutir-se nas ações globais dos EUA, com a Casa Branca a fazer uso de manobras diplomáticas para tentar desviar a atenção do público do processo de destituição. Ao mesmo tempo, os aliados e adversários dos EUA, como a Coreia do Norte, o Irã ou até mesmo o Estado Islâmico, irão confrontar-se com as eleições mais ideológicas dos últimos 40 anos e tentarão pressionar ainda mais uma campanha eleitoral já acalorada. Essa postura irá influenciar substancialmente o cenário de risco geopolítico para os negócios em 2020.

  1. A sociedade ativista procede a julgamentos

No todo o mundo, as pressões sociais e o ativismo coordenado em torno de questões como a proteção ambiental, direitos políticos e humanos, desigualdade e privacidade, estão exigindo cada vez mais das empresas e não apenas dos governos. Na rua, nas reuniões de acionistas e na sua empresa, a sociedade ativista terá uma influência ainda mais significativa sobre o âmbito dos assuntos a tratar na sala de reuniões em 2020. Atualmente, não basta ser ético. Não basta cumprir as normas. Este pântano não codificado de responsabilidade social, moral e política irá consumir as atenções e esforços dos líderes empresariais no ano de 2020 e mais além.

  1. A guerra cibernética atinge um novo nível

Em 2020, as ameaças cibernéticas irão alinhar-se, como nunca antes aconteceu, para provocar um ataque cibernético de impacto elevado em certas infraestruturas críticas. A dissuasão ocidental não conseguiu conter a maré e os intervenientes hostis estão utilizando métodos cada vez mais difíceis de enfrentar. Os EUA irão retaliar de formas que mostrem ao mundo o quanto este país se importa com essas questões. Nos teatros de conflitos estratégicos, como o Golfo, as providências militares menos agradáveis darão origem a ataques cibernéticos. E assim começará um novo ciclo de escalada: os rivais do ocidente com capacidades cibernéticas, bem como os seus representantes, irão aumentar a parada, com consequências imprevisíveis. Se as empresas líderes estão conseguindo alcançar um nível de resiliência cibernética credível, as infraestruturas nacionais de todo o mundo não estão, apresentando as vulnerabilidades de maior relevo no conflito cibernético internacional.

  1. A ansiedade económica encontra-se com a fragilidade política

Mesmo as previsões mais otimistas dizem que o crescimento económico global em 2020 será desastrosamente baixo ou, nas palavras dos nossos parceiros na Oxford Economics, “desgastante”. Isto, antes de se levar em conta a eventualidade de qualquer choque económico que possa vir a abalar uma economia global já preocupante por si só. Se o PIB global piora, não podemos esperar que um mundo fragmentado crie uma resposta política coordenada. Os governos que enfrentam problemas da polarização interna e do oportunismo bilateral em termos internacionais terão dificuldade em congregar esforços perante as dificuldades económicas. O desafio será particularmente difícil para as economias dependentes das matérias-primas localizadas no Médio Oriente, que ainda não se recuperaram por completo da queda do preço do petróleo de 2015, ou que se debatem com problemas associados a sanções, desemprego da população jovem e agitação social. 

  1. Líderes sem estratégias

Na frente de alguns dos países mais importantes do mundo encontra-se uma safra de líderes que não conseguem ver mais nada além da próxima crise. Para eles, as táticas irão superar a estratégia. 2020 está preparando-se para ser um ano em que os “travões” da escalada de incidentes estarão em falta. Este é um mundo em que a resiliência a nível estatal é fraca, e as soluções ao longo prazo levam tempo demais a ser encontradas. Quer se trate de uma guerra comercial global, de um ataque cibernético ou de uma escaramuça de fronteiras regionais, as coisas poderão agravar-se mais depressa, caso se verifique a ausência de qualquer tipo de supervisão internacional. As empresas terão de dispor de uma estratégia específica para um mundo intensamente tático.

Distribuído pela APO Group em nome de Control Risks Group Holdings Ltd.

O site RiskMap 2020 estará disponível a partir de segunda-feira, 9 de dezembro de 2019. O mapa mundial com as previsões de riscos políticos e de segurança dos países será disponibilizado para descarregamento aqui: www.controlrisks.com/riskmap

Para obter mais informações, contacte:
Claire Peddle
Diretora de Marketing, Médio Oriente e África
Tel: +971 (0) 50 600 5993
Email: claire.peddle@controlrisks.com

Para entrevistas destinadas a difusão:
A Control Risks encontra-se equipada com um estúdio Globelynx interno para entrevistas de difusão ao vivo ou pré-gravadas. Para marcar uma entrevista com um dos nossos especialistas, contacte communicationsemea@controlrisks.com

Sobre a Control Risks:
A Control Risks (ControlRisks.com) é uma empresa de consultoria especializada em riscos globais, que ajuda a criar organizações seguras, cumpridoras e resilientes, numa era em que o risco muda constantemente. Trabalhando de forma transversal a várias disciplinas, tecnologias e geografias, tudo o que fazemos baseia-se na nossa convicção de que assumir riscos é essencial para o sucesso dos nossos clientes. Proporcionamos aos nossos clientes as informações necessárias para concentrarem os seus recursos na direção certa e garantirem que estão preparados para resolver os problemas e crises que ocorrem em qualquer organização ambiciosa com presença global. Vamos além da resolução de problemas, fornecendo as informações necessárias para que o cliente possa aproveitar as oportunidades e crescer.
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